Governo do ex-presidiário petista Lula manifesta "indignação" com a aplicação de tarifa de Trump aos produtos brasileiros



O governo petralha do Brasil manifestou “indignação” em relação à conclusão da investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil, que sugere a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros. Em nota à imprensa, o Planalto destaca que a investigação teve início em julho de 2025 “por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país”. E cita ainda a visita recente do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a Washington.

“Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais. É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares”, diz trecho da nota.

O governo do ex-presidiário petista Lula sustenta que as tarifas têm motivação política e têm como único efeito causar danos à economia nacional e à geração de emprego no Brasil, “além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial”, citando que a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica no primeiro trimestre de 2026, ao somar 9,4%. “É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro”, afirma o texto.

O Planalto sustenta que não há justificativa para “essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX.” Nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil, segundo dados do “Bureau of Economic Analysis” - órgão vinculado ao governo dos EUA - citados no texto. E segue: “Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões”,

Ainda de acordo com a nota, 76% das importações vindas dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação no ano passado e oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão.

A nota cita as negociações tarifárias em curso, conforme “acordo” firmado entre Lula e Trump na reunião em Washington no dia 7 de maio. Detalhe importante: não foi firmado nenhum acordo nessa reunião. “O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”.

O governo petralha reafirma que espera que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas e que adotará as medidas necessárias para reduzir os danos à economia brasileira, ao emprego e à renda dos brasileiros. O texto traz ainda um resumo dos argumentos apresentados pelo Brasil sobre os itens investigados no contexto da Seção 301.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Associação dos Delegados do Rio Grande do Sul dá todo apoio ao delegado de Uruguaiana que investiga corrupção de políticos

TCU abre processo para analisar empréstimo de R$ 6,5 bilhões ao BRB

Ex-presidiário Lula chama Flávio Bolsonaro de “traidor da Pátria” e diz que País não aceita ser tratado como “republiqueta”