Ex-presidiário petista Lula diz que está esperando telefonema de Trump para explicar o que aconteceu sobre tarifas

O ex-presidiário petista Lula afirmou nesta terça-feira, 2, que espera um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ele explique a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o País adota práticas que oneram ou restringem o comércio americano. A decisão dos EUA detalha investigação sobre temas como Pix, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
As medidas devem entrar em vigor até 15 de julho, após audiência marcada para 6 de julho. "Eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência. Nós dois combinamos 30 dias, até 15 de julho, para termos uma resposta sobre o que nós propusemos", disse o ex-presidiário petista Lula.
O petista afirmou ainda que apresentou a Trump propostas envolvendo minerais críticos e terras raras, combate ao crime organizado e ampliação das relações comerciais, além de se colocar à disposição para discutir qualquer tema de interesse do governo americano. "Trump, é o seguinte, cara, você disse que pintou uma química entre nós. Quem anunciou isso não foi você nem eu. Você me deu uma reunião e eu dei uma reunião para você, porque nós demos 30 dias para os nossos negociadores conversarem", destacou o ex-presidiário Lula.
A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (HU-UFCAT), em Goiás. Participaram do evento os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da República) e Leonardo Barchini (Educação).
Aos presentes no evento, o ex-presidiário Lula fez um discurso salientando que o Brasil aprendeu a agir de "cabeça erguida", sem se considerar melhor nem pior do que outros países. Disse ainda que nunca "baixou a cabeça" para ninguém, que não teme pressões de Trump, não quer guerra com os Estados Unidos, mas busca paz e respeito. O presidente também defendeu o Pix como uma invenção brasileira que beneficia a população.
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