Ex-presidiário petista Lula diz que vai indicar novamente Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal

 O ex-presidiário petista Lula afirmou nesta sexta-feira (29) que vai indicar novamente o advogado Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), em Laranjeiras. Segundo o ex-presidiário Lula, a rejeição de sua indicação anterior ocorreu por motivos políticos e não por falta de qualificação técnica. O presidente classificou Messias como “um dos melhores advogados do País” e não tem qualquer impedimento jurídico ou histórico que comprometa a sua atuação. “Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, ressaltou, em meio a críticas sobre a possibilidade de indicações serem barradas sem justificativa técnica clara.

O ex-presidiário lembrou que o Senado tem prerrogativa de rejeitar nomes, desde que apresente critérios objetivos. “Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar”, argumentou. “Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, afirmou.

O ex-presidiário petista Lula reforçou a importância do diálogo político para garantir a aprovação de pautas no Legislativo. Ele disse que mantém conversas com parlamentares de diferentes partidos, independentemente de alinhamento ideológico. “Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro”, disse.

A declaração foi feita durante agenda em Sergipe, onde o presidente visitou a Fafen-SE, em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. A unidade teve retomada das operações anunciada pelo governo federal, dentro de um plano de reativação do setor de fertilizantes e investimentos da Petrobras no estado.

O ex-presidiário Lula apenas não explicou como fará para contornar a impossibilidade de apresentação do mesmo nome duas vezes, no mesmo ano, para apreciação do Senado Federal, porque isso é expressamente vedado pelo regimento interno da Casa, que tem poder de lei. Além disso, ele só poderia voltar a indicar Jorge Messias no próximo ano, caso viesse a ganhar a eleição de outubro, o que é muito duvidoso de acontecer. 

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